Questionário online

Questionário online

Para ampliar a informação sobre as práticas de participação da juventude na cidade de São Paulo, foi realizada, em março de 2014, uma pesquisa online com um questionário composto pelas seguintes perguntas:

1. Nome:
2. Sexo
3. Idade:
4. Indique a Zona da cidade onde mora:
5. Indique o Bairro onde mora, ou proximidades:
6. Faz parte de alguma organização/ coletivo?
7. Se você respondeu sim na pergunta acima, qual o nome da sua organização/ coletivo?
8. Qual a sua ocupação?
9. Qual a sua escolaridade?
10. Você participa de espaços informais na cidade de São Paulo? (Ex: grupos, fóruns, movimentos, encontros de bairro, etc.)
11. Se você respondeu sim na pergunta acima, indique quais:
12. Que papéis você exerce nesses espaços?
13. Você participa de espaços formais na cidade de São Paulo? (Ex: conselhos, conferências,
grupos de trabalho, fóruns, consultas públicas, audiências, diálogos, etc.)
14. Se você respondeu sim na pergunta acima, indique quais:
15. Que papéis você exerce nesses espaços?
16. Você acredita que os espaços formais de participação existentes na cidade de São Paulo são amigáveis e promovem a participação da juventude?
17. Indique a sua principal área de atuação (favor escolher três opções mais prioritárias):
18. Você acredita que sua atuação está relacionada com a governança da terra?
19. O que você entende por direito/acesso à terra?
20. Para você o que é boa governança da terra?
21. Qual o papel do jovem na governança da terra na cidade de São Paulo?

Tal pesquisa foi respondida por 231 jovens e trouxe ideais sobre os caminhos da participação na governança da terra, porém é preciso ressaltar que ela não pode ser considerada representativa em termos estatísticos. No entanto, nos dá traz uma boa provocação sobre como as demandas no território se organizam na cidade, a depender da zona, temas, faixas etárias, gênero e outros recortes de análise. Este tipo de olhar e análise nos ajuda a pensar políticas públicas mais específicas, respeitando a diversidade dos/as jovens.

A seguir, as análise quantitativas e qualitativas dos resultados.

Análise Quantitativa

Gênero

70% das pessoas que responderam o questionário é do sexo feminino.

Fig1

Idade

70% tem entre 18 e 29 anos.

Fig2

Zona

Os/as residentes da Zona Oeste e Zona Sul foram os/as que mais participaram da pesquisa, respectivamente 35% e 29% das pessoas que responderam o questionário.

Fig3

Organização/coletivo

57% dos/as jovens da amostra não faz parte de uma organização ou coletivo formalizado.

Fig4

Ocupação

29% dos/as jovens trabalham em empresa privada ou são estudantes (25%). No entanto, quase 30% diz ter seu próprio negócio ou trabalham por conta própria.

Fig5

Escolaridade

Quase 60% da amostra tem o ensino superior completo.

Fig6

Participação em espaços informais

Embora bem equilibrado, a maioria, 46% da amostra, apontou que não participa de espaços informais de participação na cidade de São Paulo.

Fig7

Participação em espaços formais

No entanto, quando perguntado sobre espaços formais, esse número aumenta consideravelmente e passa para 68%.

Fig8

Espaços formais amigáveis e que promovem a participação dos jovens

Para 60% os espaços formais não são amigáveis e não promovem a participação dos/as jovens nos processos de tomada de decisão.

Fig9

Área de atuação

As principais áreas de atuação dos/as jovens que responderam a pesquisa são Cultura e Educação, seguidas de Participação Política e Desenvolvimento Urbano, com moderada expressão de Meio Ambiente e Mobilidade.

Fig10

Crença de conectividade de suas ações com governança da terra

57% dos/as jovens acreditam que sua atuação está relacionada com governança da terra.

Fig11

Análise de Inteligência de Rede

Se visualizamos as respostas em forma de rede, educação e cultura são os temas mais estruturantes do sistema que se forma e os quais conectam dois grandes clusters.

No entanto, é possível perceber também outros indícios e tendências de agrupamentos:

1- público feminino, de 26-30 anos, presente na zona oeste, ligado à mobilidade, cultura, desenvolvimento urbano;

2- público masculino, presente na zona sul, ligado à meio ambiente, participação política e cidadania;

3- No centro, o público é majoritariamente masculino, mais velho (31-35, 41-65) e concentra o tema da cidadania.

Fig12

Quando se relaciona somente pessoas e áreas de atuação vemos que moradia, leitura e esporte são muito periféricos e pouco relevantes. Nota-se também uma nítida conexão entre cidadania, desenvolvimento urbano e mobilidade. E, por outro lado, entre educação, meio ambiente e cultura, sendo que a participação política dialoga com esses dois grandes clusters.

Fig13

Em relação às idades, pessoas de 26 a 30 anos conectam-se mais com temas de desenvolvimento urbano e mobilidade.

Fig14

Em relação a gênero e áreas de atuação, percebemos que estes são atributos que reorganizam a rede se colocados de maneira relacionada com outros atributos (zona, idade).

Fig15

Já ao relacionarmos áreas de atuação e zonas da cidade, a zona sul é a que demonstra maior preocupação com o meio ambiente, enquanto a zona oeste se mostra muito conectada com cultura e mobilidade e o centro com cidadania e participação política.

Fig16

Com a relação a ocupação, espaços informais e espaços formais é possível notar que a maioria das pessoas dizem trabalhar de maneira informal. Este ponto está diretamente relacionado com o fato de que existe uma grande quantidade de iniciativas informais que não estão conectadas. Assim, os espaços formais e informais se concentram na periferia da rede, o que demonstra pouca articulação entre essas iniciativas na cidade. Isso poderia indicar uma oportunidade de ação.

Não há consenso na interpretação das pessoas sobre o que são espaços formais e informais. Muitos coletivos e organizações responderam a pesquisa como espaços formais, mas podem ter indicado por haver algum grau de organização e não por se tratar de um espaço de participação formal nos moldes da lei. Algumas organizações consideradas espaços informais provocam um pouco mais de convergência entre as pessoas.

Fig17

A relação entre idade das pessoas e papéis que cumprem, tanto nos espaços formais quanto informais, mostra que:

  • O papel de apoiador nas iniciativas informais é estruturante na rede toda;
  • Os jovens com idades de 16 a 25 anos se colocam mais como observadores;
  • Os/as jovens com idades mais avançadas estão mais próximos de espaços formais e também cumprindo um papel de organizadores nos espaços informais.

Fig18

Finalmente, ao relacionarmos todos os atributos, ou seja, pessoas, gênero, idade, ocupação, zona, escolaridade, espaços formais, espaços informais e papéis que cumprem nesses espaços, podemos observar que:

  • Estudantes e setor privado são diametralmente opostos;
  • Esporte e leitura são temas mais isolados em relação às ocupações e o resto da rede;
  • Moradia está mais perto de empresa privada.

Fig19

Análise Semântica

O objetivo da análise semântica é compreender a inter-relação entre palavras, dentro de um contexto específico. A análise semântica transforma os blocos de texto em grafos de palavras, que as posicionam de acordo com relevância e capacidade agregadora de palavras, ou seja, são identificadas as palavras mais centrais. Essas palavras são os vetores de formulação das inferências que podem ser feitas.

A visualização que utilizamos nos ajuda a entender um fragmento do contexto no qual essas palavras se conectam e assim buscamos a produção de sentido. A leitura dessa análise nos ajuda a compreender as prioridades e aspirações desses jovens, no contexto da governança e participação, na cidade de São Paulo.

Abaixo, a análise dividida de acordo com as perguntas do questionário da pesquisa.

O que você entende por direito/acesso à terra?

TAGs

Fig20

Destacam-se as palavras: Espaço, Moradia, Direitos, Condições.

ESPAÇO

Fig21

MORADIA

Fig22

DIREITO DE

Fig23

DIREITO A

Fig24

CONDIÇÕES

Fig25

Principais ideias contidas nas respostas:

  • O uso do espaço público como espaço de ocupação e interação social se destaca;
  • O livre acesso, a mobilidade, o poder ir e vir se expressa com força: menos restrições;
  • Usar a terra e o espaço para produzir alimentos, vida e mobilidade se destacam.

Para você o que é boa governança da terra?

TAGs

Fig26

Destacam-se as palavras: Governança, Democrática, Espaços Públicos, Distribuição.

GOVERNANÇA

Fig27

DEMOCRÁTICA

Fig28

ESPAÇOS PÚBLICOS

Fig29

DISTRIBUIÇAO

Fig30

Principais ideias contidas nas respostas:

  • A governança é democrática e descentralizada;
  • A governança democrática é o meio de gestão do espaço público;
  • A governança deve promover a distribuição dos recursos de forma igualitária;
  • A governança deve promover mecanismos de promoção da igualdade.

Qual o papel do jovem na governança da terra, na cidade de São Paulo?

TAGs

Destacam-se as palavras: Espaços Públicos, Administração Pública, Novas Formas e Soluções, Participar e Participação.

ESPAÇOS PÚBLICOS

Fig32

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Fig33

NOVAS FORMAS E SOLUÇÕES

Fig34

PARTICIPAR E PARTICIPAÇÃO

Fig35

Principais ideias contidas nas respostas:

  • O/A jovem vê que seu papel é ativo, sobretudo nas decisões no âmbito do espaço público;
  • As novas formas e soluções onde o jovem se vê passa pelo uso da tecnologia, de diálogo com outras gerações;
  • O/A jovem quer ser reconhecido como ator e ter um espaço próprio de atuação.